Grupo Mateus recebe multa de R$ 1,2 bilhão da Receita Federal


O Grupo Mateus informou que foi autuado pela Receita Federal em R$ 1,28 bilhão por questionamentos sobre o recolhimento de tributos federais em sua controlada Armazém Mateus.

O auto de infração mira os exercícios de 2022 e 2023 e questiona, sobretudo, a exclusão de créditos presumidos de ICMS da base de cálculo do IRPJ e da CSLL, segundo fato relevante divulgado nesta segunda-feira. Do total cobrado, R$ 492,9 milhões correspondem ao valor principal e R$ 789,1 milhões a multas e juros.

A autuação está relacionada, principalmente, ao questionamento sobre a exclusão de créditos presumidos de ICMS da base de cálculo do IRPJ (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica) e da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido).

A companhia classificou a contingência como perda possível, a leitura intermediária na escala de risco contábil. Na prática, o grupo e seus assessores avaliam ter fundamentos jurídicos para sustentar que a Armazém apura os tributos conforme a legislação, e não provisionou o valor no balanço.

A autuação abre processo na esfera administrativa e, se for o caso, pode chegar à Justiça. Não se trata de condenação nem de cobrança definitiva. A empresa terá oportunidade de se defender antes de qualquer decisão final, em trâmite que costuma se estender por anos.

O Grupo Mateus é uma das maiores redes de varejo alimentar do Brasil, com forte atuação no Norte e Nordeste e foco em atacarejo. Em junho de 2026, a empresa Grupo Mateus inaugurou sua primeira farmácia, a Mix Toureiro Farma, em São Luís (MA), marcando a entrada da companhia no varejo farmacêutico em parceria com a ASJ Holding, ligada ao Grupo Toureiro.

Polícia Civil investiga possível fraude em contrato de R$ 1,9 milhão para mobiliário do Complexo Trapiche


Uma reportagem publicada pelo Atual7, assinada pelo jornalista Yuri Almeida, revela que a Polícia Civil do Maranhão investiga possíveis irregularidades em um contrato de quase R$ 1,9 milhão para a aquisição de móveis destinados aos galpões e ao espaço multiuso do Complexo Trapiche Santo Ângelo, na orla histórica de São Luís.

Segundo a publicação, o inquérito foi instaurado em setembro de 2025 pelo 1º Departamento de Combate à Corrupção (Deccor), vinculado à Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção (Seccor), após a Polícia Federal receber uma denúncia anônima e encaminhar o caso à Polícia Civil por entender que não havia competência federal para investigá-lo.

As investigações apontam que a compra do mobiliário foi realizada pela Secretaria Municipal de Administração (Semad) por meio de adesão a uma ata de registro de preços do Consórcio de Saúde e Desenvolvimento dos Vales do Noroeste de Minas (Convales), sediado em Arinos (MG), sem a realização de licitação própria.

De acordo com a reportagem, a Polícia Civil apura se essa modalidade de contratação, conhecida como “carona”, favoreceu a empresa Flexibase Indústria e Comércio de Móveis, Importação e Exportação, de Aparecida de Goiânia (GO). A legislação permite esse tipo de contratação, desde que a administração pública comprove a vantagem da adesão e a compatibilidade dos preços com os praticados no mercado.

Na época da assinatura do contrato, a Prefeitura de São Luís era administrada por Eduardo Braide (PSD), que renunciou ao cargo em março deste ano para disputar o Governo do Maranhão. Atualmente, a gestão é comandada por Esmênia Miranda (PSD). Conforme a publicação, Braide não é investigado no inquérito até o momento.

Ainda segundo o Atual7, o promotor de Justiça Paulo José Miranda Goulart solicitou, em maio, a prorrogação das investigações por mais 90 dias para a realização de novas diligências, incluindo o depoimento de representantes da empresa contratada, a elaboração de um laudo pericial contábil e a conclusão do relatório final do inquérito.

O Complexo Trapiche Santo Ângelo foi reinaugurado em novembro de 2025 após passar por um processo de requalificação. O espaço abriga secretarias municipais e áreas culturais e recebeu investimentos de aproximadamente R$ 60 milhões, com recursos da Prefeitura de São Luís, do BNDES e da Vale, por meio da Lei Rouanet.

Edivaldo testa popularidade na Rua Grande e destaca legado de obras no Centro de São Luís

O ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (Republicanos), voltou a circular pelo Centro da capital maranhense e visitou a Rua Grande, principal corredor comercial da cidade. A agenda ocorre em meio às articulações políticas que o colocam como provável candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Orleans Brandão (MDB).

Durante a visita, Edivaldo conversou com comerciantes, trabalhadores e moradores, aproveitando o momento para relembrar a revitalização promovida em sua gestão. Em publicação nas redes sociais, o ex-prefeito destacou as mudanças realizadas na Rua Grande, afirmando que a intervenção transformou um espaço antes marcado por problemas de infraestrutura, falta de acessibilidade e fiação exposta.

“Um passeio pela Rua Grande para relembrar uma das maiores transformações já realizadas no coração de São Luís. A revitalização fortaleceu o comércio, valorizou o Centro Histórico e devolveu esse importante cartão-postal à população”, escreveu.

A requalificação do Centro Histórico foi executada durante os dois mandatos de Edivaldo, em parceria com o Iphan, e contemplou áreas como a Rua Grande, Praça Deodoro, Praça Pedro II, Rua de Santana, Rua de São Pantaleão e outras vias da região central.

Com o retorno à cena política, Edivaldo busca reforçar o legado de sua administração na capital. Caso seja confirmado como candidato a vice-governador, integrará a chapa governista ao lado de Orleans Brandão nas eleições deste ano.

Semus pode fazer São Luís perder R$ 1 milhão em recursos federais

São Luís pode deixar de receber R$ 1.034.000 em recursos federais destinados à implantação de uma oficina ortopédica voltada à produção e manutenção de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção. A situação foi levada ao Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Maranhão.

De acordo com as informações apresentadas, o Ministério da Saúde aguarda, desde o ano passado, um posicionamento da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) para concluir a pactuação necessária à liberação dos recursos. O prazo para a manifestação terminou na última sexta-feira, e um procedimento administrativo já foi instaurado, podendo resultar no cancelamento definitivo da verba.

Caso o recurso seja perdido, a oferta de equipamentos para pessoas com deficiência na capital poderá ser comprometida. Conforme o Censo 2022 do IBGE, São Luís possui cerca de 77 mil pessoas com deficiência, enquanto o Maranhão registra aproximadamente 536 mil.

Diante do cenário, a presidente em exercício do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, a advogada e ativista Isabelle Passinho, informou que o órgão irá encaminhar representações ao Ministério Público, à Defensoria Pública, à OAB e a outros órgãos de controle. O objetivo é apurar possíveis responsabilidades pela perda dos recursos e solicitar a adoção de medidas para evitar o cancelamento do investimento.

Flávio diz que “22 salvou o Brasil” após gol de Martinelli

O senador Flávio Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais comemorando a classificação da seleção brasileira para as oitavas de final da Copa do Mundo após o gol marcado por Gabriel Martinelli. Na gravação, o parlamentar fez uma associação entre o número da camisa do atacante, 22, e o número eleitoral do PL, afirmando que “o 22 salvou o Brasil”.

A publicação repercutiu entre apoiadores do partido, que também relacionaram o gol decisivo ao número utilizado pela legenda nas eleições. Martinelli marcou o gol que garantiu a vitória brasileira e a vaga da equipe na fase eliminatória do torneio.

Mical Damasceno critica veto da Prefeitura à evangelização em terminais de São Luís

A deputada estadual Mical Damasceno criticou, por meio das redes sociais, a decisão da Prefeitura de São Luís de não autorizar a realização de uma campanha de evangelização nos terminais de integração do transporte público da capital.

A manifestação ocorreu após a parlamentar afirmar que esteve na sede da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) para solicitar esclarecimentos sobre a negativa e alegar que foi impedida de deixar o local por um período.

De acordo com Mical, a Igreja Evangélica Assembleia de Deus em São Luís protocolou um pedido para promover o projeto “São Luís Te Quero Salva”, iniciativa voltada à realização de ações de evangelização nos terminais de integração. Segundo a deputada, a proposta previa uma atividade pacífica, sem utilização de recursos públicos.

Mesmo com a solicitação formal, a SMTT indeferiu o pedido. Ao comentar a decisão, Mical afirmou que a igreja buscava apenas exercer o direito de evangelizar. “A igreja não pediu privilégio, não pediu dinheiro público. Pediu apenas o direito de evangelizar de maneira pacífica e respeitosa”, declarou.

A parlamentar também direcionou críticas à prefeita Esmênia Miranda e à secretária municipal de Trânsito e Transportes, Manuella Fernandes. Segundo ela, a administração municipal não apresentou uma justificativa oficial por escrito para a negativa, limitando-se a uma resposta verbal.

Para Mical Damasceno, a SMTT deveria formalizar tecnicamente a decisão. “O povo evangélico merece respeito. Não aceitaremos mais negativas verbais. A SMTT tem o dever de emitir um parecer técnico por escrito”, afirmou.

Ao encerrar a manifestação, a deputada voltou a cobrar uma postura diferente da gestão municipal em relação à liberdade religiosa. “A prefeitura não precisa de portas fechadas para o evangelho. São Luís precisa de gestores que respeitem a liberdade religiosa”, concluiu.

Cotado para vice de Orleans, Edivaldo foi o político que derrotou Braide e deixou a Prefeitura com alta aprovação

O ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior é apontado como um dos principais nomes para compor, como vice-governador, a chapa do pré-candidato ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão (MDB).

Caso a aliança seja confirmada, Edivaldo chega à disputa carregando um histórico político relevante. Foi ele quem derrotou o então deputado estadual Eduardo Braide nas eleições municipais de 2016, quando disputou a reeleição para a Prefeitura de São Luís. Na ocasião, Edivaldo venceu o segundo turno com 53,94% dos votos válidos, contra 46,06% obtidos por Braide.

Ao encerrar seu mandato, em 2020, Edivaldo também deixou a Prefeitura com índices expressivos de aprovação popular. Pesquisa Ibope divulgada em setembro daquele ano mostrou que sua gestão era aprovada por 57% dos moradores de São Luís, enquanto 36% desaprovavam a administração e 7% não souberam ou preferiram não responder.

Outro levantamento, realizado pelo Instituto Prever em agosto de 2020, apresentou resultado semelhante. Segundo a pesquisa, Edivaldo possuía 53,9% de aprovação, contra 43% de desaprovação, enquanto 3,1% dos entrevistados não responderam.

Os números reforçaram a boa avaliação do ex-prefeito ao fim de oito anos de gestão e ajudaram a consolidar sua imagem como uma das principais lideranças políticas da capital maranhense.

Até o momento, nem Orleans Brandão, nem Edivaldo Holanda Júnior se manifestaram, mas a avaliação é de que o ex-prefeito pode agregar experiência administrativa, recall eleitoral em São Luís e fortalecer a candidatura de Orleans na Região Metropolitana.

Orleans Brandão ouve taxistas e assume compromisso com demandas da categoria

O pré-candidato ao governo do estado, Orleans Brandão, participou, na tarde de quarta-feira (24), de uma reunião estratégica com taxistas e representantes do Sindicato da categoria. O encontro, que contou com a presença de taxistas de São Luís e de diversos municípios do interior do Maranhão, teve como objetivo central a escuta ativa das demandas dos trabalhadores e a construção de soluções conjuntas para o setor. Durante o diálogo, Orleans enfatizou que a política deve ser pautada pelo contato direto com quem vive o dia a dia das cidades.

“Acredito que política é diálogo. Para conhecer os problemas, precisamos ouvir quem realmente faz o serviço acontecer. Saio daqui hoje com uma pauta de trabalho clara e o compromisso firme de ser um parceiro dos taxistas no governo”, pontuou.

Entre os principais pontos levantados pela categoria, destacou-se a necessidade de desburocratização dos processos junto ao Detran-MA. A implementação do “Detran Net” foi apontada como uma solução essencial para agilizar a emissão de documentos e a concessão de isenções fiscais, como ICMS e IPVA, facilitando a rotina profissional. Orleans acolheu a demanda e destacou a importância de modernizar o atendimento estatal, ressaltando que a tecnologia deve servir ao cidadão.

“Se o Detran Net é uma ferramenta que pode destravar a rotina do taxista, vamos trabalhar para torná-la realidade com a máxima celeridade. Meu compromisso é reduzir a burocracia que impede o trabalhador de gerar sua própria renda”, enfatizou Orleans.

O pré-candidato também se colocou à disposição para analisar questões relativas à carga tributária e à valorização dos pontos de táxi, assegurando que o plano de governo será construído de forma participativa. Além disso, propôs a oferta de cursos de capacitação profissional em parceria com a Secretaria de Turismo, visando preparar ainda mais a categoria, que atua como um braço fundamental na recepção de visitantes e na promoção do Maranhão como destino turístico.

“O taxista é, muitas vezes, o primeiro contato que o turista tem com a nossa terra. Queremos valorizar esse profissional, oferecendo suporte, capacitação e segurança jurídica para o exercício da profissão. O que discutimos hoje não é um pleito individual, é uma pauta plural, que beneficia a classe em todo o estado”, concluiu.

A reunião consolidou a postura de Orleans Brandão como um articulador atento às necessidades dos diversos setores produtivos do Maranhão, dando continuidade à sua trajetória de diálogo iniciada durante sua passagem pela Secretaria de Assuntos Municipalistas.

Maioria no TSE garante permanência de Fernando Braide e Wellington do Curso na Assembleia

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria nesta quinta-feira (25) para reformar a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) que havia determinado a cassação dos mandatos dos deputados estaduais Fernando Braide e Wellington do Curso, em processo que apurava suposta fraude à cota de gênero nas eleições proporcionais.

Por 4 votos a 3, a Corte Eleitoral decidiu acolher o recurso apresentado pela chapa do antigo PSC e garantir a permanência dos parlamentares nos cargos.

O relator do processo, ministro André Mendonça, votou pela manutenção da decisão do TRE-MA, assim como os ministros Ricardo Villas Bôas Cueva e Nunes Marques, que defenderam a cassação dos mandatos.

A divergência foi aberta e seguida pelos ministros Estela Aranha, Antônio Carlos Ferreira, Dias Toffoli e Floriano de Azevedo Marques, que votaram pelo provimento do recurso e pela continuidade dos mandatos.

Com a maioria formada, o TSE reverte o entendimento da Justiça Eleitoral maranhense, que havia reconhecido irregularidades na composição da chapa do PSC e determinado a perda dos mandatos dos dois deputados estaduais.

A decisão ainda aguarda a conclusão formal do julgamento e a publicação do acórdão, que irá consolidar o posicionamento final da Corte sobre o caso.

Após investigação da PF, Jaques Wagner se afasta da liderança do governo


O senador Jaques Wagner (PT-BA) deixou ontem, quarta-feira (24/6), a liderança do governo Lula no Senado, uma semana após ser alvo de uma operação da Polícia Federal relacionada às investigações do caso Master. A decisão foi tomada após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada.

Em publicação nas redes sociais, Wagner afirmou que a saída ocorreu em comum acordo com o presidente e declarou que pretende se dedicar à sua defesa para demonstrar a inexistência de irregularidades. O senador também classificou a conversa com Lula como positiva e disse manter confiança no esclarecimento dos fatos.

A operação que atingiu o parlamentar foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, relator do caso. As investigações apuram uma suposta relação entre Jaques Wagner e o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. A Polícia Federal busca esclarecer se o senador teria atuado no Congresso Nacional em benefício de interesses ligados ao grupo empresarial.

Segundo os investigadores, há indícios de que Wagner possa ter recebido vantagens indevidas por meio de pessoas próximas e estruturas empresariais relacionadas aos alvos da investigação. Entre os elementos analisados estão viagens em aeronaves particulares e negociações envolvendo um imóvel de alto padrão em Salvador.

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, agentes localizaram valores em espécie e relógios em endereços ligados ao senador. Os materiais foram recolhidos para análise no âmbito do inquérito.

Jaques Wagner nega qualquer irregularidade. A defesa do parlamentar pediu ao Supremo Tribunal Federal a anulação da decisão que autorizou as buscas, argumentando que não há provas de que ele tenha atuado para favorecer interesses do Banco Master ou de seus representantes.