Sem Duarte e Roseana, para onde vão 115 mil votos para deputado federal em São Luís?

A corrida para a Câmara Federal em São Luís pode passar por uma das maiores mudanças dos últimos anos em 2026. Os dois deputados federais mais votados da capital maranhense em 2022, Duarte Júnior e Roseana Sarney, devem ficar fora da disputa proporcional, abrindo um enorme espaço eleitoral na capital.

Nas eleições de 2022, São Luís registrou 581.344 votos válidos para deputado federal. Na ocasião, Duarte liderou a votação na capital com 76.264 votos, o equivalente a 13,12% dos válidos. Já Roseana apareceu logo atrás, com 39.351 votos, somando 6,77%. Juntos, os dois concentraram aproximadamente 115 mil votos apenas em São Luís.

Agora, o cenário muda completamente. Duarte já anunciou sua pré-candidatura ao Senado Federal em 2026. Roseana também é apontada nos bastidores políticos como nome forte para a disputa senatorial, o que deve tirá-la novamente da corrida para deputada federal.

A saída simultânea dos dois principais puxadores de voto da capital cria uma pergunta inevitável no cenário político maranhense: para onde irão esses mais de 115 mil votos?

Em 2022, atrás de Duarte e Roseana, apareceram nomes como Pedro Lucas Fernandes, com 22.237 votos em São Luís; Rosana da Saúde, com 18.547; Bira do Pindaré, com 18.270; e Detinha, com 17.551 votos. No entanto, Detinha também não deve disputar vaga na Câmara Federal, já que a tendência é que concorra à Assembleia Legislativa.

A tendência é que novos nomes tentem ocupar esse vazio eleitoral, enquanto deputados que já possuem base em São Luís busquem ampliar espaço aproveitando a ausência dos líderes de votação de 2022.

PGE recorre ao TJMA para liberar empréstimo para o Governo do Maranhão

A Procuradoria-Geral do Estado do Maranhão (PGE) protocolou, nesta quarta-feira (28), um pedido de suspensão de liminar junto ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA). O objetivo é reverter a decisão judicial que barrou a contratação de um empréstimo de R$ 1,3 bilhão junto ao Banco do Brasil. A PGE alega que a paralisação dos recursos causa grave lesão à ordem pública e à economia pública do estado.

A decisão que suspendeu a operação de crédito, autorizada pela Lei Estadual nº 12.874/2026, foi proferida pela Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís.

O recurso da PGE argumenta que a liminar compromete diretamente a execução de políticas públicas de infraestrutura. Segundo o órgão, a operação cumpriu todas as exigências fiscais, orçamentárias e legais, contando com autorização legislativa.

O governo alerta que a interrupção dos contratos e das obras rodoviárias em andamento pode gerar impactos severos para os cofres públicos e para a população. A PGE estima um prejuízo financeiro adicional entre R$ 21 milhões e R$ 42 milhões devido à desmobilização de canteiros, deterioração de serviços e necessidade de retrabalho, uma vez que cerca de R$ 323,9 milhões já foram executados em obras. Além disso, a paralisação coloca em risco a manutenção de 8.786 postos de trabalho diretos e indiretos e deixa de beneficiar diretamente 767 mil pessoas. Entre os municípios afetados por paralisações em pontes e rodovias estão Timon, Codó, Barreirinhas, São Bento, São João Batista, Mirador e São Domingos do Azeitão.

Outro ponto de atenção destacado pela Secretaria de Planejamento e Orçamento (Seplan) é o fator tempo. Por conta do ano eleitoral, a legislação impõe restrições para a contratação e liberação de recursos a partir de 4 de julho de 2026. Caso a liminar não seja derrubada imediatamente, o atraso burocrático pode inviabilizar o crédito em definitivo para este ano.

A defesa do Estado também rebateu as acusações da ação popular sobre uma operação anterior, informando que dos R$ 665 milhões recebidos em junho de 2025, R$ 686,3 milhões foram integralmente aplicados em despesas de capital dentro da legalidade.

EUA passarão a designar CV e PCC como organizações terroristas

O governo dos Estados Unidos (EUA) anunciou, na última quinta-feira (28), que designará as facções criminosas brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. Segundo o comunicado do Departamento de Estado, a decisão vale partir de 5 de junho. As medidas serão adotadas com base na seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade e em uma ordem executiva do presidente Donald Trump.

O secretário de Estado, Marco Rubio, ressaltou no comunicado que o Comando Vermelho e o PCC são as duas organizações criminosas mais violentas do Brasil. Segundo Rubio, “Juntas, elas comandam milhares de membros e têm orquestrado ataques brutais contra policiais brasileiros, autoridades públicas e civis”. O Secretário de Estado americano destaca ainda a influência das duas organizações e suas redes ilícitas, que se estendem muito além das fronteiras do Brasil, alcançando outros países das Américas.

Flávio Bolsonaro
O anúncio também coincide com um encontro entre Rubio e o senador e pré-candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro, ocorrido nesta quarta-feira (27), em Washington. Um dia antes, o político havia se reunido com Trump na Casa Branca, em companhia do irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está foragido nos Estados Unidos. Ambos são filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Orleans Brandão arrasta multidão em Tutóia e amplia força política no litoral maranhense

Sob forte clima de mobilização política, o pré-candidato a governador Orleans Brandão reuniu uma multidão de apoiadores e lideranças na tarde desta quarta-feira (27), em Tutóia, em uma grande demonstração de apoio ao projeto de continuidade do desenvolvimento do Maranhão. Ovacionado pelo público, Orleans defendeu um governo presente nos municípios e destacou os avanços vividos pela cidade nos últimos anos.

“Eu tenho muito orgulho de fazer parte desse momento que o Maranhão está vivendo. O nosso estado voltou a crescer, voltou a gerar emprego e a olhar para quem mais precisa. E quando eu chego em Tutóia e vejo essa cidade avançando, vejo um povo esperançoso e cheio de potencial, eu tenho ainda mais certeza de que nós estamos no caminho certo”, afirmou Orleans Brandão.

Durante sua fala, Orleans ressaltou que Tutóia passou a viver uma nova realidade a partir da parceria construída com o Governo do Estado, com ações voltadas para infraestrutura, desenvolvimento social e fortalecimento da economia local.

“O povo sente quando o governo está presente. Sente quando os investimentos chegam, quando os municípios são respeitados e quando existe compromisso de verdade com as pessoas. Tutóia hoje vive um novo momento e isso é resultado de trabalho, parceria e presença do governo”, enfatizou.

O prefeito de Tutóia, Viriato Cardoso, também destacou a importância da parceria institucional e manifestou apoio ao projeto liderado por Orleans Brandão.

“Tutóia reconhece quem trabalha pelo município e quem tem compromisso com o nosso povo. Orleans representa a continuidade de um trabalho que vem transformando o Maranhão e ajudando nossa cidade a crescer, gerar oportunidades e fortalecer o turismo e a economia local”, frisou o prefeito.

Um dos momentos mais marcantes da mobilização foi quando Orleans Brandão falou sobre o potencial turístico de Tutóia e defendeu investimentos voltados para geração de emprego e fortalecimento da economia local.

“Quando eu conheci ainda mais as belezas de Tutóia, só uma coisa passava na minha cabeça: nós precisamos mostrar essa cidade para o mundo inteiro. Tutóia tem um potencial gigantesco e pode se transformar em uma grande referência turística do Maranhão”, declarou Orleans.

O clima de mobilização tomou conta da agenda do início ao fim, reunindo vereadores, secretários municipais, lideranças comunitárias, representantes sindicais e apoiadores de diversas regiões do município em torno da pré-candidatura de Orleans Brandão.

“Eu acredito no potencial de Tutóia e acredito na força do povo dessa cidade. Nós vamos continuar trabalhando para gerar oportunidades, fortalecer os municípios e garantir que o desenvolvimento chegue para todos os maranhenses”, finalizou Orleans Brandão.

A forte mobilização registrada em Tutóia marcou mais um importante movimento político na região, demonstrando o crescimento da pré-candidatura de Orleans Brandão e fortalecendo a defesa da continuidade das ações e investimentos que vêm impulsionando o desenvolvimento do Maranhão nos últimos anos.

Arraial da Braga inicia hoje temporada junina com festa no Cajupe

Começa nesta quarta-feira (28/5) o Arraial da Braga, evento junino idealizado pela Rejanny Braga, que promete movimentar diferentes comunidades de São Luís com uma programação marcada pela valorização da cultura popular maranhense. A abertura acontece no bairro Cajupe, em frente à Igreja Católica, reunindo apresentações de grupos folclóricos, quadrilhas e bumba meu boi.

A programação desta primeira noite começa às 19h com o Cacuriá do John. Em seguida, às 20h, se apresenta a Quadrilha Fogueira Viva. Às 21h será a vez do Bumba-meu-boi D’Itapari subir ao palco, encerrando a noite às 22h com o Bumba-meu-boi Encanto de São Cristóvão.

A iniciativa de Rejanny Braga busca levar o clima do São João para bairros e comunidades que, muitas vezes, ficam fora dos grandes circuitos culturais da capital. A proposta fortalece a cultura popular, incentiva os grupos folclóricos locais e aproxima as famílias das tradições maranhenses.

A programação do arraial continua nos próximos dias em outras regiões da cidade. Nos dias 29 e 30 de maio, o evento será realizado no São Raimundo, na Praça da Família. Já nos dias 5 e 6 de junho, a festa chega ao Tibiri, mantendo a proposta de levar cultura, música e tradição para diferentes comunidades. O Arraial da Braga é realizado por Rejanny Braga, com apoio do Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secma).

Confira a programação dos próximos dias:

São Raimundo – Praça da Família

29 de maio
19h00 — CIA Batuke do Mara
20h00 — Quadrilha Fogueira Viva
21h00 — BMB Brilho da Lua
22h00 — BMB de Sonhos

30 de maio
19h00 — Cacuriá Balaio de Rosas
20h00 — Janaína Santos e Banda
21h00 — Boi de Axixá
22h00 — BMB de Santa Fé

Tibiri

5 de junho
19h00 — DP Majestade de Portugal
20h00 — Cacuriá Vila Goreth
21h00 — BMB Brilho da Ilha
22h00 — BMB Encanto de São Cristóvão

6 de junho
19h00 — Quadrilha Rosas Junina
20h00 — Cacuriá do Candinho
21h00 — BMB D’Itapari
22h00 — BMB da Iguaíba

Fim da escala 6×1: Câmara aprova PEC da jornada de 40 horas

A Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, a PEC que estabelece a redução da jornada máxima de trabalho para 40 horas semanais, distribuídas em cinco dias, garantindo dois dias de descanso remunerado aos trabalhadores. A proposta acaba com o modelo tradicional da escala 6×1, atualmente previsto na legislação trabalhista brasileira.

No segundo turno, o texto recebeu 461 votos favoráveis e 19 contrários. Já na primeira votação, foram 472 votos a favor e 22 contra. Após a aprovação na Câmara, a matéria segue agora para análise do Senado Federal.

O texto aprovado é um substitutivo elaborado pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA), reunindo trechos da PEC 221/19, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), e da PEC 8/25, apresentada pela deputada Érika Hilton (Psol-SP).

A proposta prevê uma transição gradual para a nova jornada, sem redução salarial. De acordo com o texto, dois meses após a promulgação da emenda, os trabalhadores contratados pela CLT passarão a ter direito a dois dias de descanso semanal remunerado, um deles, preferencialmente, aos domingos, além de uma carga horária máxima de 42 horas semanais.

A redução definitiva para 40 horas deverá entrar em vigor 14 meses após a promulgação da PEC. Durante esse período de adaptação, acordos e convenções coletivas poderão permitir jornadas diárias acima de oito horas, desde que os trabalhadores mantenham os dois dias de repouso semanal.

O texto também garante a manutenção integral dos salários e pisos salariais dos contratos já existentes, proibindo qualquer redução proporcional ou nominal em razão da diminuição da jornada de trabalho.

Entre as exceções previstas estão profissionais com diploma de ensino superior que recebam acima de 2,5 vezes o teto da Previdência Social, atualmente em torno de R$ 21 mil , além de trabalhadores terceirizados vinculados a contratos com a administração pública.

A PEC ainda autoriza a criação de regimes especiais para setores considerados essenciais, como saúde, segurança pública, transporte e limpeza urbana. Nesses casos, poderão ser adotadas escalas diferenciadas, como a 12×36, desde que seja garantida, na média mensal, a concessão de dois dias de descanso remunerado por semana.

Outro ponto incluído na proposta trata das regras de transição para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte. A regulamentação específica será definida posteriormente por meio de lei complementar, podendo inclusive ampliar o limite de contratação de funcionários por MEIs.

A proposta também modifica regras relacionadas aos contratos terceirizados da administração pública, determinando que a redução da jornada dependerá da revisão dos contratos administrativos, com o objetivo de preservar o equilíbrio financeiro das empresas prestadoras de serviço.

Caso seja aprovada pelo Senado sem alterações, a PEC representará uma das mudanças mais significativas nas relações trabalhistas do país desde a reforma trabalhista de 2017.

Família denuncia falta de assistência para bebê em hospital municipal de São Luís

A situação do pequeno Samuel Sousa Mendes, de apenas sete meses, ganhou repercussão nas redes sociais após familiares denunciarem, na terça-feira (26), dificuldades no atendimento recebido pelo bebê no Hospital da Criança, em São Luís. Segundo a família, a criança foi diagnosticada com pneumonia, necessita de suporte contínuo de oxigênio e aguarda transferência urgente para uma unidade hospitalar de maior complexidade.

Em um vídeo divulgado na internet, uma tia de Samuel afirmou que os familiares buscaram resolver o problema pelos canais oficiais, mas não obtiveram resposta. De acordo com ela, o hospital não estaria atualizando o prontuário médico do bebê, o que estaria impedindo o encaminhamento para outra unidade. “Precisei recorrer à internet para denunciar a situação do Hospital da Criança e pedir ajuda pela vida do meu sobrinho Samuel Sousa Mendes”, relatou.

A familiar também apontou supostas falhas no atendimento prestado ao bebê, além da falta de informações sobre os profissionais responsáveis pelo caso. Segundo ela, itens básicos teriam faltado na unidade, obrigando a família a comprar materiais como fórmula infantil, dipirona, luvas descartáveis, álcool, algodão e produtos de higiene. “O que está acontecendo lá é desumano. Não há materiais básicos para garantir o atendimento”, declarou.

Ainda segundo os parentes, a prioridade é conseguir a transferência da criança antes que o estado de saúde se agrave. “Se o hospital não consegue oferecer o mínimo de assistência e qualidade no atendimento, então que ele seja transferido”, pediu a tia.

Após a repercussão do caso, a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) de São Luís divulgou nota nesta quarta-feira (27) negando as denúncias feitas pela família. A pasta afirmou que não há falta de insumos no Hospital da Criança e garantiu que a unidade continua funcionando normalmente, com estoques abastecidos, equipes atuando e atendimento mantido aos pacientes.

A Semus informou ainda que o hospital enfrenta um aumento sazonal na procura por atendimentos pediátricos, o que pode gerar maior movimentação na unidade. Apesar disso, segundo a secretaria, os serviços seguem sendo monitorados e acompanhados de forma permanente.

Na tarde desta quarta-feira (27), o pai de Samuel informou nas redes sociais que conseguiu a transferência do filho para outra unidade hospitalar, já que o hospital municipal onde a criança estava internada não oferecia a assistência necessária para o tratamento do bebê.

Mais uma pesquisa mostra Roseana e Weverton como favoritos ao Senado

A disputa pelas vagas ao Senado Federal no Maranhão ganhou novos desdobramentos com a divulgação da pesquisa INOP/Jornal Pequeno nesta quarta-feira (27). O levantamento mostra a deputada federal Roseana Sarney liderando as intenções de voto, com 23,25%, seguida pelo senador Weverton Rocha, que aparece com 13,80%.

Na sequência, o cenário segue equilibrado entre outros nomes da corrida eleitoral. O deputado federal Duarte Júnior registra 12,75%, enquanto o ministro André Fufuca soma 10,65%, mantendo-se entre os principais concorrentes da disputa.

Outros nomes também foram citados pelos entrevistados. O ex-senador Roberto Rocha aparece com 9,49%, seguido da senadora Eliziane Gama, com 6,04%. Já o deputado federal Pedro Lucas alcança 3,11%, enquanto Dr. Hilton Gonçalo registra 2,32%.

Na parte final do levantamento, Simplício Araújo pontua com 0,67%, e Antonia Coriongo aparece com 0,15% das intenções de voto. O número de eleitores indecisos ou que preferiram não responder chega a 8,81%, indicando que o cenário ainda pode sofrer mudanças até o período eleitoral.

A pesquisa ouviu 2.667 eleitores em diversas regiões do Maranhão, entre os dias 18 e 26 de maio de 2026. A margem de erro é de 2,98 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo MA-09910/2026.

Orleans mantém liderança e polariza disputa pelo Governo do MA

Nova pesquisa divulgada nesta quarta-feira (27) pelo instituto INOP, em parceria com o Jornal Pequeno, reforça o protagonismo político de Orleans Brandão (MDB) na disputa pelo Governo do Maranhão em 2026. No cenário estimulado, o ex-secretário de Assuntos Municipalistas aparece com 40,38% das intenções de voto, em um quadro de empate técnico com o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), que soma 40,27%.

Os números mantêm Orleans em posição de destaque dentro do grupo governista e evidenciam a consolidação de sua pré-candidatura em diferentes regiões do estado. Em comparação com o levantamento anterior, divulgado no início do mês, o emedebista segue competitivo e com forte presença eleitoral, especialmente entre lideranças municipalistas e eleitores do interior maranhense.

Na sequência da pesquisa, Lahesio Bonfim (Novo) registra 9,04% das intenções de voto, enquanto Felipe Camarão (PT) aparece com 4,95%. André Luís pontua com 0,37%. Os votos nulos e brancos somam 0,86%, enquanto 4,13% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder.

No cenário espontâneo, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Eduardo Braide surge numericamente à frente, com 29,32%, seguido de Orleans Brandão, que alcança 27,45%. O resultado mostra um cenário de forte polarização entre os dois principais nomes da disputa, ambos dentro da margem de erro da pesquisa.

Ainda na espontânea, Lahesio Bonfim aparece com 6,11%, enquanto Felipe Camarão registra 2,81%. O levantamento também aponta um índice elevado de indecisos, chegando a 34,27%, fator que mantém o cenário eleitoral aberto e com espaço para crescimento das candidaturas nos próximos meses.

A pesquisa INOP/Jornal Pequeno foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo MA-09910/2026. O levantamento ouviu 2.667 eleitores entre os dias 18 e 26 de maio de 2026. A margem de erro é de 2,98 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

STF mantém decisão que proíbe aposentadoria compulsória como punição a juízes

Por maioria, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a decisão que declara a extinção da aposentadoria compulsória como punição a magistrados. A Primeira Turma julgou nesta terça-feira, 26, recursos movidos pela Advocacia-Geral da União (AGU) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Em março, o ministro Flávio Dino determinou que a aposentadoria compulsória como punição disciplinar a magistrados não pode mais ser aplicada porque é incompatível com as alterações feitas na Emenda Constitucional (EC) 103/2019, que resultou na reforma da Previdência.

“Infrações graves devem merecer punições que não sejam transferidas à sociedade e que tenham a nota da reprovabilidade”, afirmou Dino ao negar os recursos.

Ou seja, a aposentadoria compulsória deixa de ser a principal sanção para casos mais graves. A medida era duramente criticada porque afastava o juiz da função, mas mantinha a remuneração mensal proporcional ao tempo de serviço.

A medida vale para juízes e ministros de todos os tribunais, menos o Supremo Tribunal Federal (STF). Além de uma garantia do processo legal, a medida é vista como uma forma de evitar que os casos se arrastem na Justiça por muito tempo sem uma decisão definitiva.

Nos últimos 20 anos, 126 magistrados foram aposentados compulsoriamente nessas condições. Eles foram punidos por infrações graves como venda de sentenças, assédio moral e sexual, e benefícios indevidos a integrantes de facção criminosa.