Econométrica mostra virada: Orleans cresce após lançamento e deixa Braide para trás

A nova pesquisa da Econométrica joga luz sobre um movimento que já vinha sendo comentado nos bastidores: Orleans Brandão deixou de ser promessa e virou problema real para Eduardo Braide. No cenário estimulado, o secretário aparece com 39,1%, abrindo vantagem sobre o prefeito da capital, que fica nos 32,5%.

O detalhe que mais incomoda aliados de Braide não é só o número em si, mas o timing. O crescimento de Orleans vem logo após o ato no Multicenter Sebrae, que mostrou musculatura política e presença no interior, exatamente onde Braide patina. A leitura interna é direta: enquanto um entrou oficialmente no jogo e cresceu, o outro segue em compasso de espera, vendo seu adversário abrir vantagem.

Nos cruzamentos políticos, o sinal é ainda mais claro. Orleans já está em vantagem na espontânea e, quando o eleitor é provocado, dispara na frente. Traduzindo: tem potencial de crescimento e começa a ocupar o espaço dos indecisos, aquele mesmo terreno que Braide contava como reserva estratégica.

Em resumo, a pesquisa expõe duas trajetórias opostas: Orleans em curva ascendente, surfando o efeito do lançamento e da articulação política; Braide, por enquanto, estacionado, e correndo o risco de ver a eleição começar antes mesmo de decidir se entra de fato nela. Nos bastidores, já tem gente dizendo que o jogo virou. E não foi pouco.

A pesquisa foi realizada entre os dias 18 a 21 de março de 2026, com 1556 eleitores em 60 municípios do Maranhão. Encomendado pelo Jornal Pequeno, o levantamento possui margem de erro de aproximadamente 2,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, estando registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número MA-06947/2026.

STJ suspende processo que poderia afastar vice-governador do Maranhão

O ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça, concedeu liminar nesta segunda-feira (30) suspendendo a tramitação de um procedimento investigatório que poderia resultar no afastamento do vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão.

A decisão também interrompe o julgamento de um recurso no Tribunal de Justiça do Maranhão, que analisava a possibilidade de adoção da medida sem que a defesa do político fosse previamente ouvida.

O caso teve início após a Procuradoria-Geral de Justiça do Maranhão apresentar uma representação sigilosa solicitando o afastamento cautelar de Camarão de suas funções públicas.

Inicialmente, o relator do processo no TJMA, Sebastião Bonfim, negou o pedido do Ministério Público para decisão imediata, destacando a ausência de urgência ou risco concreto que justificasse a retirada do direito de defesa prévia — garantia prevista no Código de Processo Penal.

Posteriormente, no entanto, após recurso do próprio Ministério Público, o magistrado mudou o entendimento e concedeu efeito suspensivo, interrompendo a intimação de Camarão até que o Órgão Especial do tribunal julgasse o caso. A justificativa foi preservar a colegialidade e evitar prejuízo à análise do recurso.

Diante da mudança, a defesa do vice-governador recorreu ao STJ por meio de habeas corpus, alegando violação ao princípio do contraditório e ausência de fatos novos que justificassem a revisão da decisão anterior.

  • Ao analisar o caso, o ministro Og Fernandes acolheu os argumentos da defesa e determinou a suspensão do procedimento.

Brandão diz estar tranquilo após parecer da PGR contra afastamento

O governador do Maranhão, Carlos Brandão, afirmou ter recebido com tranquilidade o parecer da Procuradoria-Geral da República que se posicionou contra seu afastamento do cargo. A declaração foi feita durante entrevista ao jornalista Rodrigo Bonfim, do Grupo Mirante.

Segundo Brandão, ele não descumpriu nenhuma determinação do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal. “Tenho muita tranquilidade dos meus atos”, afirmou o governador, ao comentar a decisão.

O chefe do Executivo estadual também classificou as acusações como tendo “caráter mais político do que jurídico”, reforçando que sua gestão tem seguido as decisões judiciais em vigor. O parecer da PGR, assinado pela subprocuradora-geral Cláudia Sampaio Marques, apontou que não há elementos suficientes para justificar o afastamento.

PGR barra tentativa de afastamento de Brandão

Nos bastidores de Brasília, a tentativa de afastar o governador Carlos Brandão sofreu um freio importante — e com mensagem clara.

O parecer da subprocuradora-geral da República, Cláudia Sampaio Marques, rejeitou o pedido apresentado pelo PCdoB ao Supremo Tribunal Federal, esvaziando a estratégia de levar a disputa política do Maranhão para o Judiciário.

Na prática, a Procuradoria-Geral da República entendeu que faltou o elemento central: prova. O material apresentado foi considerado frágil, baseado em episódios isolados e comuns ao ambiente político, como participações em eventos, articulações de bastidores e falas públicas — situações que, por si só, não configuram ilegalidade nem descumprimento de decisões judiciais.

Sem evidências consistentes, a PGR concluiu que não há justificativa para uma medida extrema como o afastamento de um governador.

O recado, ainda que indireto, é forte: o STF não deve ser transformado em palco de disputa político-eleitoral.

Com isso, Brandão ganha fôlego no curto prazo. O cenário mais crítico — o afastamento — perde força.

Mas o jogo ainda não terminou.

O processo segue sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que não é obrigado a seguir o parecer da PGR. Ele pode tanto concordar com o entendimento e negar o afastamento, quanto adotar uma linha mais dura — embora essa hipótese seja considerada menos provável.

Apesar de não ser vinculante, o posicionamento da PGR tem peso relevante na análise do caso.

Paralelamente, os fatos citados podem ganhar outro caminho. Se houver aprofundamento, podem resultar em investigações por improbidade administrativa ou até na esfera criminal.

No fim, fica um enquadramento claro: a tentativa de transformar movimentações políticas em prova judicial não passou no primeiro teste.

Agora, a decisão final está nas mãos do Supremo — ainda com margem, mesmo que estreita, para um desfecho diferente.

Orleans cresce, chega a 39,1%, abre vantagem sobre Braide (32,5%) e lidera disputa pelo Governo, aponta pesquisa

A mais recente pesquisa do instituto Econométrica aponta uma mudança relevante no cenário eleitoral para o Governo do Maranhão. O levantamento, realizado entre os dias 18 e 21 de março de 2026, mostra o crescimento de Orleans Brandão, que assumiu a liderança no cenário estimulado após o lançamento de sua pré-candidatura.

De acordo com os dados, Orleans aparece com 39,1% das intenções de voto, abrindo vantagem sobre o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, que registra 32,5%. Na sequência, surgem Lahesio Bonfim, com 13,9%, e Felipe Camarão, com 5,1%.

O resultado ganha destaque por indicar consolidação do nome de Orleans junto ao eleitorado quando os candidatos são apresentados. O desempenho ocorre logo após o evento de lançamento de sua pré-candidatura, realizado no Multicenter Sebrae, em São Luís, que reuniu lideranças políticas de diversas regiões do estado.

Na pesquisa espontânea, o cenário era mais equilibrado. Orleans e Braide apareciam tecnicamente empatados, com 23,8% e 23,3%, respectivamente. No entanto, no cenário estimulado, Orleans amplia sua vantagem, sugerindo crescimento à medida que sua candidatura ganha visibilidade.

Segundo a análise do levantamento, o avanço pode estar relacionado ao aumento do reconhecimento do candidato e à mobilização política após o lançamento oficial de sua pré-campanha, o que tende a impactar eleitores indecisos.

A pesquisa foi encomendada pelo Jornal Pequeno e ouviu 1.556 eleitores em 60 municípios maranhenses. A margem de erro é de aproximadamente 2,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MA-06947/2026.

Com Brandão, PIB do Maranhão acumula 15% de crescimento, avança em 2025 e intensifica combate à pobreza

O Maranhão tem apresentado um cenário de crescimento econômico nos últimos anos. De acordo com o presidente do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (IMESC), Dionatan Carvalho, o estado acumula expansão de 15% do Produto Interno Bruto (PIB) nos últimos cinco anos.

Somente em 2025, o PIB maranhense avançou 4%, desempenho superior ao registrado pelo Brasil, que cresceu 2,3%, e pelo Nordeste, com alta de 2,5% no mesmo período.

O principal destaque da economia estadual foi o setor industrial, que registrou crescimento de 10,9%. Dentro desse segmento, a indústria de transformação liderou com avanço de 21,17%, seguida pelas indústrias extrativas (5,8%), construção (5,6%) e pelos serviços de água, esgoto e energia (5%).

A agropecuária também apresentou forte desempenho, com crescimento de 10,3%, enquanto o setor de serviços teve alta de 1,4%, contribuindo de forma mais moderada para o resultado geral.

No mercado de trabalho, o Maranhão registrou a criação de 110 mil empregos formais, um aumento de 18%, o que contribui para o fortalecimento da economia e a ampliação da renda da população.

Apesar dos desafios históricos, o presidente do IMESC destacou que o estado ainda é considerado pobre, mas tem avançado na redução das desigualdades. De acordo com ele, a renda média do maranhense vem se aproximando da média nacional, indicando uma tendência de melhoria nas condições de vida.

Caos no transporte: bairros amanhecem sem ônibus e terminal da Cohab é fechado por manifestantes

Motoristas demitidos da empresa Expresso Rei de França (antiga 1001) bloquearam, na manhã desta segunda-feira (30), os acessos ao Terminal de Integração da Cohab, em São Luís. A manifestação impede a entrada de ônibus urbanos e semiurbanos, agravando a crise no transporte público da capital.

Os trabalhadores reivindicam o pagamento de direitos trabalhistas e denunciam atraso de meses nos salários. O protesto ocorre após a confirmação da paralisação temporária das atividades das empresas que integravam o sistema, deixando diversas linhas sem operação e afetando diretamente bairros que dependiam exclusivamente desses ônibus.

Com o bloqueio, passageiros se acumulam na área externa do terminal, enfrentando dificuldades para se deslocar. Trabalhadores, estudantes e famílias relatam incerteza e longas esperas, sem garantia de transporte para seus destinos.

A paralisação das empresas está ligada à crise financeira no sistema de transporte. Segundo o Consórcio Via SL, a interrupção dos serviços ocorreu após a incapacidade de manter as operações sem a regularização de repasses por parte da Prefeitura de São Luís.

De acordo com as empresas, valores referentes a subsídios dos meses de outubro, novembro e dezembro de 2025 não teriam sido pagos integralmente, o que teria comprometido o funcionamento do sistema. Até o momento, não há previsão para a normalização dos serviços.

Com voto de Eliziane, relatório que pedia prisão de Lulinha é rejeitado na CPMI do INSS

A senadora Eliziane Gama votou contra o relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que acabou sendo rejeitado na madrugada deste sábado (28), no Congresso Nacional. O documento previa o indiciamento de mais de 200 pessoas, além de pedidos de prisão, incluindo o de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”.

O texto foi elaborado pelo relator da comissão e precisava de aprovação da maioria dos parlamentares para ser validado. No entanto, o parecer foi derrotado por 19 votos contrários e 12 favoráveis, impedindo que as recomendações fossem encaminhadas formalmente aos órgãos de investigação.

Ao votar contra, Eliziane acompanhou a maioria dos integrantes da comissão que optaram por rejeitar o texto. Com isso, a CPMI encerra seus trabalhos sem a aprovação de um relatório final, o que limita o encaminhamento oficial das conclusões da investigação.

A comissão foi instalada para apurar suspeitas de fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social, tema que mobilizou debates no Congresso ao longo dos últimos meses. A rejeição do relatório final marca o desfecho dos trabalhos sem consenso entre os parlamentares.

Crise no transporte: sem ônibus, moradores do Angelim enfrentam longas caminhadas

Moradores do Angelim seguem enfrentando dificuldades por conta da ausência de ônibus urbanos nesta sexta-feira (27/3). Sem linhas circulando dentro do bairro, quem depende do transporte público precisa caminhar até a Avenida Jerônimo de Albuquerque para conseguir embarcar.

De acordo com relatos, o problema já dura quase um mês e tem impactado diretamente a rotina de trabalhadores e estudantes. A falta de coletivos dentro da comunidade tem gerado transtornos diários, levando moradores a cobrarem uma solução urgente e a normalização do serviço.

A situação não é exclusiva do Angelim. No Cohatrac, a ausência de ônibus urbanos também prejudica a população, que conta apenas com veículos do sistema semiurbano, considerados insuficientes para atender à demanda.

Outras localidades também enfrentam dificuldades. Na Vila Itamar, por exemplo, moradores precisam se deslocar até a BR-135 para tentar acesso ao transporte. O problema se estende ainda a comunidades da zona rural, como Vila Airton Senna, Rio do Meio, Tibiri, Tibirizinho, Vila Buriti e Vila Aparecida, além do Residencial Ribeira, onde também há registros de falta de ônibus.

 

Justiça suspende regra da Câmara e amplia liberdade de Braide para remanejar o orçamento

Imagem gerada com uso de IA.

O Tribunal de Justiça do Maranhão decidiu suspender trechos da Lei Orçamentária de 2026 que limitavam o remanejamento de recursos pela Prefeitura de São Luís. A decisão liminar, assinada pelo desembargador Luiz de França Belchior Silva, atende a pedido da gestão do prefeito Eduardo Braide.

O ponto central da discussão envolve uma emenda aprovada pela Câmara Municipal de São Luís, que estabelecia não apenas um limite global de 25% para suplementações orçamentárias, mas também um teto individual por secretaria. Na prática, a regra impedia que uma única pasta recebesse aumentos acima desse percentual sem autorização dos vereadores.

A Prefeitura argumentou que a medida restringia a flexibilidade administrativa e poderia comprometer a execução de políticas públicas. Já os parlamentares defendiam a emenda como um mecanismo de controle e transparência sobre a aplicação dos recursos.

Com a suspensão do limite por unidade orçamentária, permanece apenas o teto geral de 25% para remanejamentos. Isso amplia a capacidade do Executivo de redistribuir verbas entre secretarias sem necessidade de nova aprovação legislativa, desde que respeitado o limite global.

A decisão tem efeito imediato, mas ainda será analisada pelo plenário do tribunal. Até lá, o modelo de execução orçamentária da capital segue com maior autonomia para o Executivo, enquanto o debate sobre fiscalização e controle dos gastos públicos permanece em aberto.