
A greve dos rodoviários da empresa 1001, iniciada no dia 24 de dezembro de 2025, completa mais de dois meses e continua afetando o transporte público em São Luís. Linhas paralisadas e atrasos no serviço impactam diariamente bairros como Ribeira, Viola Kiola, Vila Itamar, Tibiri, Cohatrac, Parque Jair, Parque Vitória, Alto do Turu, Vila Lobão, Vila Isabel Cafeteira, Vila Esperança, Pedra Caída, Recanto Verde, Forquilha e Ipem Turu.

Na última quinta-feira (26/2), o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Maranhão (STTREMA) participou de uma audiência emergencial no Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-16) para tentar encontrar uma solução para o impasse. O encontro reuniu representantes da empresa 1001, do Consórcio VSL, responsável por cerca de 25% do transporte público da capital, e do setor jurídico.
O presidente do STTREMA, Marcelo Brito, afirmou que os rodoviários continuam em greve por não receberem o reajuste salarial devido, o que agrava a crise operacional. “Enquanto não houver garantias concretas sobre o pagamento dos salários e do reajuste, nossos trabalhadores não têm condições de retomar as atividades”, disse.
O vice-presidente e corregedor do TRT-16, Gerson de Oliveira Costa Filho, destacou que o Judiciário busca alternativas imediatas para minimizar o impacto da paralisação e garantir a continuidade do transporte para a população. Apesar das tentativas de conciliação, o sindicato reforçou que a mobilização seguirá até que as reivindicações sejam atendidas.
Com a greve prolongada, milhares de usuários enfrentam dificuldades para se deslocar nos bairros atingidos, que permanecem com redução significativa ou completa das linhas de ônibus. O impasse segue sem previsão de normalização.
