Morre Mário Macieira, ex-presidente da OAB-MA

Faleceu nesta quinta-feira (31) o advogado Mário Macieira, ex-presidente da seccional maranhense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MA). Ele estava internado em estado grave no Hospital UDI, em São Luís, onde lutava contra complicações provocadas por problemas hepáticos.

Macieira enfrentava, desde 2023, uma condição de saúde delicada. Em julho deste ano, foi diagnosticado com esteatose hepática metabólica, que evoluiu para a síndrome hepatopulmonar, quadro considerado crítico. No dia 23 de julho, ele foi internado na capital maranhense. Com o agravamento do estado clínico, incluindo hemorragias, a família optou por transferi-lo em UTI aérea para o Rio de Janeiro, onde passou a receber tratamento intensivo.

O advogado já havia se submetido a um transplante de fígado anteriormente. Após breve melhora, retornou ao Maranhão, mas sofreu uma recaída e voltou a ser internado. Nos últimos dias, apresentou quadro de infecção generalizada, chegou a ser intubado e, segundo familiares, foi desenganado pelos médicos pouco antes do falecimento.

Mário Macieira teve uma trajetória marcante na advocacia maranhense, com atuação institucional destacada e grande respeito entre os colegas de profissão. Sua morte representa uma perda significativa para o meio jurídico do estado.

Até o momento, não há informações oficiais sobre velório e sepultamento.

Brandão inaugura gasoduto em São Luís e amplia uso de energia limpa no Maranhão

O governador Carlos Brandão inaugurou, nesta quarta-feira (30), o primeiro Sistema de Distribuição de Gás Natural (SDGN2) da capital maranhense. A estrutura, com quatro quilômetros de extensão, marca a chegada do gás natural canalizado a São Luís, reforçando o compromisso do estado com o desenvolvimento sustentável e a diversificação da matriz energética.

A solenidade foi realizada na base operacional da Companhia Maranhense de Gás (Gasmar), no Porto do Itaqui, e contou com a presença de autoridades, representantes do setor produtivo e técnicos da área de energia.

O SDGN2 foi implantado pela Gasmar e demandou um investimento de R$ 100 milhões. Nesta primeira etapa, o sistema fornecerá 250 mil metros cúbicos de gás natural por dia à mineradora Vale, que já iniciou operações com a nova fonte energética. Com isso, a empresa estima reduzir em 28% as emissões de carbono na usina de pelotização em São Luís, com a substituição do óleo combustível.

“Isso aqui é um marco na história do Maranhão, especialmente aqui em São Luís. Estamos implantando uma energia mais limpa, com menor emissão de gás carbônico. Isso reduz custos e atrai investimentos. É um passo importante para o futuro sustentável do estado”, destacou o governador Brandão.

A expectativa agora é expandir o uso do gás natural para hospitais, comércios, indústrias e até residências na Grande São Luís. Além disso, a chegada do gás pode abrir caminho para o incentivo ao Gás Natural Veicular (GNV), impulsionando novos negócios e a geração de empregos.

Esse é o segundo sistema de distribuição operado pela Gasmar no estado. O primeiro (SDGN1) já funciona no Complexo Termoelétrico da Parnaíba, com base em Santo Antônio dos Lopes. A nova estrutura em São Luís reforça a posição estratégica do Maranhão na produção e distribuição de energia mais limpa e eficiente.

Incêndio atinge loja de roupas na Rua Grande, em São Luís

Na manhã desta quinta-feira (31), um incêndio atingiu uma loja de roupas localizada na tradicional Rua Grande, no Centro de São Luís. Equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA) foram acionadas e atuam no controle das chamas.

De acordo com o comandante-geral da corporação, coronel Célio Roberto, o fogo já foi controlado e, até o momento, não há registro de vítimas. As causas do incêndio ainda são desconhecidas.

A loja afetada possui dois pavimentos e foi completamente tomada pela fumaça, dificultando a visibilidade na região. Por medida de segurança, estabelecimentos vizinhos permanecerão fechados até a completa contenção do incidente.

Os bombeiros seguem trabalhando no resfriamento da área para evitar que o fogo se alastre para outras edificações próximas.

EUA sancionam Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky

O governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, aplicou nesta quarta-feira (30) sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, com base na Lei Magnitsky, instrumento legal utilizado pelo país para punir estrangeiros acusados de violar direitos humanos e cometer atos de corrupção.

A medida foi publicada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), do Departamento do Tesouro norte-americano. Com a sanção, todos os eventuais bens de Moraes em território americano estão bloqueados. Além disso, empresas ligadas ao ministro também estão impedidas de operar no país. Ele não poderá realizar qualquer tipo de transação financeira com cidadãos ou companhias dos EUA, incluindo o uso de cartões de crédito vinculados a instituições norte-americanas.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, justificou a decisão afirmando que Moraes conduz uma “campanha opressiva” de censura e detenções arbitrárias no Brasil, afetando inclusive interesses americanos.

“Alexandre de Moraes assumiu para si o papel de juiz e júri em uma caça às bruxas ilegal contra cidadãos e empresas dos Estados Unidos e do Brasil”, declarou Bessent. Ele acrescentou que as ações do ministro incluem “processos judicializados com motivação política, inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro”.

“A ação de hoje deixa claro que o Tesouro continuará responsabilizando aqueles que ameaçam os interesses dos EUA e as liberdades de nossos cidadãos”, concluiu o secretário em nota oficial.

Brandão reafirma permanência no governo até o fim do mandato e descarta debate eleitoral em 2025

Em entrevista ao portal Metrópoles, o governador do Maranhão, Carlos Brandão, reafirmou que permanecerá no cargo até o fim do mandato e descartou qualquer discussão eleitoral em 2025. Segundo ele, o foco neste ano está totalmente voltado à gestão.

“Não estou tratando de política este ano, estou tratando de gestão. Já inauguramos mais de três mil obras e ainda temos muitas entregas e programas importantes pela frente. Quando se começa a falar em eleição, o governo para. E isso não faz parte da minha conduta”, afirmou.

Ao ser questionado sobre uma possível candidatura ao parlamento em 2026, Brandão reforçou seu papel como liderança central do grupo governista no estado. “Nosso grupo é forte. Contamos com apoio de cerca de 95% dos prefeitos e ex-prefeitos e de 35 dos 42 deputados estaduais. Para manter essa base unida, é essencial que eu siga à frente do governo”, destacou.

Sobre a sucessão estadual, o governador afirmou que a escolha será feita no momento adequado e em diálogo com os partidos aliados. “Dos 13 partidos presentes no estado, 11 estão com a gente. Em 2026, vamos avaliar coletivamente qual o melhor nome para dar continuidade ao projeto”.

No cenário nacional, Brandão demonstrou apoio ao presidente Lula, destacando os avanços sociais e os investimentos previstos pelo Novo PAC. “Lula retirou mais de 10 milhões de pessoas da extrema pobreza. É um líder consolidado, comprometido com as causas sociais. No Maranhão, temos muitas obras do PAC saindo do papel com o apoio dele. Eu o defendo em todos os cantos do estado”, concluiu.

Justiça bloqueia R$ 11 milhões e apreende bens de influenciadores ligados ao jogo do “Tigrinho” em São Luís

Uma operação da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), deflagrada na manhã desta quarta-feira (30), em São Luís, teve como alvo seis influenciadores digitais suspeitos de integrar um grupo criminoso que promovia jogos de azar por meio da internet. A ação, batizada de Operação Dinheiro Sujo, cumpriu mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça, que também determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados.

Ao todo, a Justiça autorizou o bloqueio de R$ 11.424.679,00, além do sequestro de bens de alto valor, como veículos de luxo, entre eles uma Range Rover Velar, Range Rover Evoque, BMW e uma Toyota Hilux, além de uma moto aquática, celulares, computadores e outros equipamentos.

Divulgação nas redes sociais

Segundo as investigações, o grupo utilizava redes sociais para divulgar o jogo conhecido como “Tigrinho”, um jogo do tipo caça-níqueis proibido no Brasil. Os influenciadores atraíam seguidores com promessas falsas de ganhos fáceis e rápidos, incentivando o cadastro e depósitos em plataformas ilegais.

A estrutura criminosa contava com influenciadores responsáveis pela promoção do jogo, uma gerente que coordenava grupos de WhatsApp usados para atrair vítimas em nome da líder do esquema, e uma advogada que atuava na lavagem do dinheiro obtido de forma ilícita.

Influenciadora é apontada como líder

De acordo com a Seic, a principal líder do grupo é uma influenciadora digital que já possui antecedentes criminais. Contra ela, a Justiça decretou medidas cautelares, como proibição de sair do país e bloqueio de suas redes sociais.

Apesar da gravidade dos fatos, não houve prisões nesta fase da operação. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a apuração dos crimes praticados.

Carro de empresário é alvejado em frente a transportadora no Tirirical

Na tarde de domingo (27), o carro de um empresário foi alvejado por disparos de arma de fogo em frente a uma transportadora no bairro Tirirical, em São Luís.

A vítima, que estava dentro da empresa no momento da ação criminosa, não ficou ferida. O veículo atingido foi uma Toyota SW4, de propriedade do empresário.

Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que um carro preto para atrás da SW4. Em seguida, um homem encapuzado desce do veículo e realiza os disparos, fugindo logo depois.

A Polícia Civil já iniciou as investigações para apurar a motivação do crime e identificar os responsáveis.

Festival do Abacaxi transforma São Domingos do Maranhão em vitrine de cultura, agronegócio e grandes atrações

O município de São Domingos do Maranhão viveu uma verdadeira explosão de cultura, música e desenvolvimento entre os dias 24 e 27 de julho, durante a 6ª edição do Festival do Abacaxi, evento que já se firmou como um dos maiores e mais relevantes do interior maranhense. Reconhecido como Patrimônio Cultural do Estado, o festival reuniu milhares de visitantes em uma programação vibrante que celebrou a força da agricultura familiar e o talento do povo local.

Durante quatro dias intensos, o público se encantou com uma agenda repleta de shows nacionais, feiras temáticas, oficinas técnicas, gastronomia regional e manifestações da cultura popular. A abertura, na praça principal da cidade, foi marcada por uma multidão animada e apresentações de peso como Iohannes, João Gomes e outros artistas que levantaram o público.

Entre os destaques da programação, o 2º Encontro de Produtores Rurais da Fruticultura ganhou atenção especial. Realizado pelo Sistema FAEMA/SENAR em parceria com o SEBRAE, o encontro promoveu capacitação e troca de conhecimento com palestras sobre irrigação, manejo de solo, gestão de propriedades e vitrines tecnológicas, reforçando a importância do abacaxi como pilar da economia local.

O festival também gerou um forte impacto econômico: mais de R$ 5 milhões foram injetados na economia do município, de acordo com estimativas da prefeitura e dos parceiros do evento. O resultado beneficiou comerciantes, agricultores, artesãos e toda a cadeia de serviços envolvida.

A programação contou ainda com o tradicional Concurso da Rainha do Abacaxi, exposições de artesanato e produtos da agricultura familiar, além de apresentações folclóricas que celebraram a identidade do povo são-dominguense.

No encerramento, a gestão municipal comemorou o sucesso da edição, destacando que o festival é prova de que quando cultura, turismo e agronegócio andam juntos, o resultado é crescimento, valorização das raízes e oportunidades reais para a população.

Brasil deixa novamente o Mapa da Fome da ONU após dois anos

O Brasil voltou a sair do Mapa da Fome da ONU, conforme aponta o relatório global “O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2025 (SOFI 2025)”, divulgado nesta segunda-feira (28) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). O anúncio foi feito durante a 2ª Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU, realizada na Etiópia.

O país já havia deixado o Mapa da Fome em 2014, mas retornou ao levantamento no período de 2018 a 2020. Agora, com base nos dados mais recentes, que levam em conta a média entre os anos de 2022 a 2024, o Brasil foi novamente excluído da lista dos países com níveis alarmantes de subalimentação.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, a reversão do quadro foi conquistada em tempo recorde. “A conquista foi alcançada em apenas dois anos, tendo em vista que 2022 foi um período considerado crítico para a fome no Brasil”, afirmou a pasta em nota oficial.

O governo federal atribui esse avanço a políticas públicas voltadas ao combate à pobreza e à insegurança alimentar, como o fortalecimento da alimentação escolar, incentivos à agricultura familiar e medidas para estimular o emprego e a renda.

“A saída do Brasil do Mapa da Fome é resultado de decisões políticas do governo brasileiro que priorizaram a redução da pobreza, o estímulo à geração de emprego e renda, o apoio à agricultura familiar, o fortalecimento da alimentação escolar e o acesso à alimentação saudável”, destacou o ministério.

Como a FAO calcula o Mapa da Fome?

O principal indicador utilizado pela FAO é a Prevalência de Subnutrição (PoU), que se baseia em três fatores:

  • A disponibilidade de alimentos no país (incluindo produção, importações e exportações);
  • A capacidade de consumo da população, com base em renda e acesso ao alimento;
  • A necessidade calórica média diária da população, considerando o perfil demográfico.

A metodologia é baseada em médias trienais, justamente para captar tendências de longo prazo e evitar distorções momentâneas.

Com o novo resultado, o Brasil volta a figurar entre os países que conseguem garantir o direito humano à alimentação para a maioria de sua população, um passo importante na luta contra a fome e pela segurança alimentar.

EUA confirmam tarifa de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto, afirma secretário de Comércio

O governo dos Estados Unidos confirmou que manterá a aplicação da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros a partir do dia 1º de agosto. A informação foi dada no domingo (27) pelo secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, em entrevista ao programa Fox News Sunday.

Segundo Lutnick, não haverá qualquer prorrogação no início da cobrança.

“Com certeza não haverá mais prorrogações, não haverá mais [período de] carência. As tarifas estão programadas para o dia 1º de agosto. Colocaremos a Alfândega para começar a coletar o dinheiro”, afirmou.

Ele acrescentou que o ex-presidente Donald Trump, candidato à reeleição, continua aberto ao diálogo com líderes internacionais, inclusive com o Brasil, embora tenha deixado dúvidas sobre a eficácia dessas conversas.

“Obviamente, após 1º de agosto, as pessoas ainda poderão falar com o presidente Trump. Ele está sempre disposto a ouvir. Até lá, acho que o presidente vai falar com muitas pessoas. Se elas podem fazê-lo feliz é outra questão”, disse.

Contexto da medida

A decisão de impor a tarifa foi formalizada no dia 9 de julho, quando o ex-presidente Donald Trump enviou uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No documento, Trump justificou a taxação alegando perseguição política ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado.

Além da tarifa, o governo norte-americano abriu uma investigação contra o Brasil por supostas práticas comerciais desleais, incluindo o uso do sistema de pagamentos instantâneos Pix. Também revogou os vistos do ministro Alexandre de Moraes, seus familiares e aliados na Suprema Corte.

Reação do governo brasileiro

Na última sexta-feira (25), o presidente Lula reagiu à decisão e se mostrou disposto ao diálogo.

“Trump foi induzido a acreditar em uma mentira”, declarou.

Diante do agravamento da crise diplomática, o governo brasileiro montou um comitê para discutir os impactos das tarifas com o setor produtivo. As negociações estão sendo lideradas pelo vice-presidente e ministro da Indústria, Comércio e Serviço, Geraldo Alckmin, junto com o chanceler Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores.